Tudo pronto? Travessia da Serra Fina: o que levar

Então surgem as famosas perguntas: o que levar para a montanha? Água? Quantos litros? Posso pegar de qualquer córrego? Qual será a nossa fonte de proteína? É bom comer chocolate? E barrinha de cereais? Vamos levar?

A dica é: conheça bem o local pra onde você está indo! 

Saiba como planejar a logística para realizar a travessia da Serra Fina clicando aqui.

 

Pôr do sol - Pedra da Mina

 

HIDRATAÇÃO

A particularidade da Serra Fina é a escassa disponibilidade de água. Então, para o início da trilha, já colocamos na mochila reservatórios que comportassem uma média de 4L de água (isso porque o preparo de nossas refeições não demandava a utilização de água e esse volume era o tanto que conseguimos carregar confortavelmente, em termos de peso).

Recomendamos a utilização de uma bolsa de hidratação do tipo ’hidrabag’ de 2 a 3 L – aquela que possui um “caninho” acoplado a um reservatório – um item bem prático. Isso porque: como você irá carregar uma mochila bem pesada durante a travessia, ter que parar, tirar a mochila das costas ou mesmo esperar um amigo passar pra pegar a garrafinha que esta na lateral, acaba sendo um pouco cansativo e desanimador (e você acaba não bebendo água o suficiente).

 

Como um dos maiores gastos hídricos do corpo é com a saliva, é interessante, de tempo em tempo, se hidratar, nem que seja uma leve “bochechada” de água na boca.

Ah, outra dica: nunca beba muita água de uma vez! O nosso organismo consegue absorver apenas certo volume de água por vez. Então, se você der “aquela golada longa”, a água, nosso bem precioso na Serra Fina, será descartado na urina.

Para completar os outros 2L de água que tínhamos que levar, colocamos na mochila garrafas PET (essas de refrigerante mesmo), pois quando vazias podemos amassar e não ocupam espaço. Se caírem no chão, não quebram fácil, são bem levinhas e resistentes aos vigorosos bambus da Serra Fina.

 

PONTOS DE ÁGUA

Durante toda a travessia da Serra Fina é possível encontrar água em apenas 5 pontos. Praticamente 1 ponto de água por dia. E as vezes, você terá água no inicio de um dia e em seguida, apenas no final do outro dia. “Ai que mora o perigo”! Vamos explicar direitinho mais abaixo.

Existem relatos sobre outros pontos de água na trilha. Porém, alguns ficam fora do rota original e podem ter um comportamento intermitente, ou seja, dependendo da época do ano, podem estar secos.

Por isso, iremos destacar aqui os pontos tradicionais, nos quais sempre haverá água (e assim esperamos que continue!).

Então vamos lá:

O PRIMEIRO PONTO de água da Travessia está na Toca do Lobo!

Você irá percorrer cerca de 1h de trilha e encontrará um riacho! Será necessário atravessá-lo para continuar o percurso. Levamos hipoclorito líquido pra colocar na água: “ito, i-ito, são duas gostas por litro”. Agora que você aprendeu a música, não se esqueça de colocar sempre duas gostas de hipoclorito a cada 1L de água! Existe também, a versão do hipoclorito em comprido. Em seguida, é importante esperar 10 min para ingestão da água. Isso para dar tempo de acontecerem reações químicas e todos os organismos indesejados serem mortos.

Em algumas regiões montanhosas, a deposição de minerais como ferro é maior que o de costume, o que pode causar um certo desconforto intestinal em certas pessoas. Para isso, existem medicamentos capazes de cortar imediatamente “esse desconforto”. São chamados de anti-diarreicos.

Nós levamos uma cartela de Imosec®. Não somos médicas, mas ressaltamos que esses medicamentos devem ser utilizados APENAS em casos de diarréia não infecciosa, aquela que NÃO é causada por microorganismos ou toxinas. Utilizamos apenas em casos de emergência para concluir a trilha e levamos conosco por recomendação médica. Consulte um profissional antes de utilizar qualquer medicamento.

 

Existe um SEGUNDO PONTO de água, cerca de 30 minutos após a Toca do Lobo, próximo ao Cotovelo, à direita de quem faz a via tradicional (após 1,7 Km / Altitude 1.750 m). Porém, é melhor encher todos os reservatórios na própria Toca do Lobo. Esse segundo ponto de água pode ser um pouco mais complicado de localizar, uma vez que você terá que sair da trilha para alcançá-lo.

O  TERCEIRO PONTO de água, o alcançamos na metade do segundo dia de caminhada, quase na base da Pedra da Mina. Saímos um pouco da trilha, à direita, e pegamos a água em um filete escondido atras de umas rochas, o qual se transformava em uma espécie de cachoeira. Porém, para evitar “desvios de rota”, notamos que existem outros filetes de água que cortam a trilha de fato para a Pedra da Mina.

Logo no início do terceiro dia de caminhada, após descer a Pedra da Mina para o Vale do Ruah, você encontrará água: O QUARTO PONTO DE ÁGUA! Mas não se desespere pegando a primeira água que aparecer no caminho. Nós acabamos pegando água de um corpo hídrico meio “parado”, porém, mais à frente, no decorrer do vale, você passará do ladinho de um rio mais “volumoso”. É sempre interessante pegar água de locais com maior fluxo de água corrente, pois assim ocorre uma oxigenação do meio e degradação de partículas indesejadas com maior facilidade. Então, sempre que for reabastecer o seu cantil, pegue água em uma região com água mais movimentada.

E detalhe, a partir de agora, guarde a água como seu bem mais precioso! Evite desperdícios! O trajeto em seguida é bem cansativo e você só terá água novamente no final do quarto dia. Chegamos ao cume do Pico dos 3 Estados com apenas 1,5L cada uma. Ou seja, nada de chá a noite ou capuccino no café da manhã. Dureza pra quem levou comida liofilizada, mas sobre isso comentaremos mais abaixo.

O QUINTO PONTO de água fica bem no meio da trilha, num local chamado de ‘Bica’, à direita de quem percorre a rota tradicional, não tem erro! Lembrando que você chegará nesse ponto quase no final da trilha do quarto dia.

 

ALIMENTAÇÃO – o que levar?

Alimentação para a Travessia

CAFÉ DA MANHÃ

Para o café da manhã, levamos tapioca, bacon e provolone.

Recomendo uma comidinha quentinha no café da manhã e super nutritiva, além de não “estragar” se guardadas na mochila. Esse foi o nosso cardápio em todas as manhãs e foi ótimo! A tapioca é uma ótima fonte de carboidrato e o bacon e queijo são fontes de proteína e gordura, delícia! 01 sacola de tapioca, com 500 g dava pra fazer 5 tapiocas bem fartas. Levamos 2 peças de bacon, com um total de 500 g e 500 g de provolone, aproximadamente. Para beber, levamos café solúvel e capuccino.

LANCHE DURANTE TRILHA

Pra evitar mal estar ou hipoglicemia durante a travessia, a cada 1h aproximadamente, dávamos uma parada rápida (às vezes sem tirar a mochila das costas) e fazíamos uma lanchinho.

Nosso cardápio foi: frutas desidratadas e mix de castanhas.

Pra facilitar, uma pessoa ficava com as frutas na mochila e aí era um verdadeiro pit-stop: uma abre mochila, a outra pega uma fruta passa pra amiga, pega uma castanha, passa pra outra, depois guarda tudo e partiu trilha.

Frutas desidratadasCompramos as frutas desidratadas no mercado central de SP – manga (nossa, muito boa!), abacaxi, goiaba, maçã, damasco, banana, figo, pera e tâmaras.

As frutas foram compradas com um mês de antecedência. Isso porque, aproveitamos a ida de uns amigos para SP e eles trouxeram as frutinhas pra gente.

 

Legal que no mercado de SP você consegue comprar por Kg, e o preço varia de acordo com a fruta, de 40 a 70,00 o Kg. Gastamos umas média de R$100,00 para 5 pessoas, comendo frutas durante 5 dias, a cada 1h de travessia. Ótimo custo benefício financeiro e nutricional.

 

Como compramos as frutas com antecedência, tínhamos que armazená-las em algum lugar. Sendo assim, nós as guardadas em potes de vidro/plástico, do tipo hermético, que quando são fechados cria-se um vácuo interno. E lá ficaram na geladeira por 1 mês. Diz o feirante que podíamos deixar fora da geladeira, mas preferimos não arriscar.

E o medo das frutas ficarem duras, ou mesmo, perderem o sabor! Ainda bem que foi só um receio, pois ao final de um mês elas estavam ótimas! Ufa! Deu super certo! Recomendamos!

Notamos que no segundo dia de travessia as frutas ficaram um pouco mais duras. Mas o sabor continuava ótimo!

 

Fizemos também um mix de castanhas e dividimos em porções, uma pra cada dia. O mesmo padrão foi seguido para a divisão igualitária das frutas, assim tínhamos uma ideia de quanto podíamos comer por dia.

Kits frutas e castanhas

OBSERVAÇÃO: Levamos apenas 3 desses kits para os 4 dias DE TRAVESSIA. Redistribuímos o volume em 4 sacolas!

 

Pra dar um “gás” maior, levamos também carboidratos em gel! Faz toda diferença! Mas, se você não tem costume de utilizá-lo, é legal consumir um em casa antes da trilha. Alguns organismos que não reagem muito bem aos compostos do gel, podendo resultar em uma “dor de barriga violenta”.

 

ALMOÇO

Para o almoço, levamos pão árabe, patê de atum (é possível comprar uns sachês prontos –  dividimos 2 pacotes para as 5 meninas, por dia). Levamos também salaminho, para variar em algum dia e um creme de milho (esse não gostamos muito não, ficou muito líquido, mas usamos mesmo assim rs).

Com intuito de repor parte dos eletrólitos perdidos durante o esforço da caminhada, levamos tabletes de “Energy drink”. Colocávamos 1 tablete em uma garrafinha de 500 mL e dividíamos entre as 5.

Dica: não leve nada enlatado – pesa muito e você terá que levar o resíduo com você durante toda a viagem. Ah, e separe uma sacolinha especial pro lixo, ainda mais se levarem atum. Eita cheirinho impregnante!

O ideal do almoço é ser algo prático e rápido, sem precisar utilizar o fogareiro. Quanto menos tempo parado, melhor! Pra não deixar o corpo esfriar muito e conseguir pegar um bom lugar pra acampar rs!

Almoço

JANTAR

Esse foi o nosso queridinho. Querem saber o cardápio?

  • Primeiro dia: estrogonofe de frango com arroz.
  • Segundo dia: feijoada delícia com pedacinho de linguiça e arroz. Esse prato deu uma bela sustança.
  • Terceiro dia: picadinho de carne com arroz.

Tudo muito saboroso e o melhor, não precisa de água! É só jogar na panela, e em 5 min voilà, está pronto!

Compramos essas refeições pela internet, da marca AlimentAÇÃO. Ótimo custo benefício. São refeições preparadas, embaladas a vácuo e esterilizadas. Podem ser mantidas fora da geladeira por certo período de tempo.

Para sobremesa tínhamos chocolate! Essencial rsrs.

A opção de comida liofilizada, aquela que você compra pronta e apenas adiciona água fervente à comida é bacana pelo peso, mas pode ser um “tiro no pé” por conta do gasto do nosso bem precioso, a água! Se você não souber ponderar o volume de água no reservatório, pode acabar bebendo a água necessária para fazer a comida, e ai amigo, vai ter que comer só o “pozinho”!

 

CEIA

Como à noite a temperatura cai bastante, principalmente na Pedra da Mina, tínhamos o costume de sempre fazer um chá após as refeições, pra aquecer o corpo e dormir um sono leve! Recomendamos também!

Entretanto, no terceiro dia à noite não fizemos chá nem mesmo tomamos nosso café/cappuccino de manhã por conta do pouco volume de água que tínhamos.

 

EQUIPAMENTOS DIVERSOS

Equipamentos diversos

 

* Barraca:

Levamos 2 barracas modelo NEPAL da marca AZTEC, com 2,3 Kg cada.

Diferente do que muitos pensam, não é preciso levar lona, pois se chover empoça água embaixo da barraca, o que não será agradável!

  • Em uma barraca, dormiram 2 meninas e 3 mochilas – as duas maiorzinhas, com mais de 1,70 m;
  • Na outra barraca, dormiram 3 meninas e 2 mochilas.

Super tranquilo e aconchegante.

Conseguimos um espaço no cume do Capim Amarelo que comportou as duas barracas juntas. Já na Pedra da Mina tivemos que descer até o “falso cume”, e acampamos em algo semelhante a um vale. Essa escolha acabou sendo ótima! Esse dia estava incrivelmente frio e ventando muito. Nossa barraca congelou por fora lá em baixo, imagina no cume.

No Pico dos Três Estados conseguimos um lugarzinho para as duas barracas juntas, com um pouco de pedra e meio desnivelado, mas com sinal de celular! Haha! Levamos cordeletes extras e espeques extras (caso sumisse algum). Como ficou meio “apertadinho”, amarramos um barraca a outra,  pra que elas ficassem bem esticadas, foi o jeito! Colocamos também algumas pedras na “saia” da barraca.

 

 

* Mochilas:

Utilizamos dois modelos da marca Deuter: (04) ACT LITE 35+10 e (01) ACT LITE 50+10. Levamos uma média de 17kg em cada mochila.

Mochilas

 

Além da mochila, não esqueça a capa de chuva para a mochila. Esteja sempre preparado para as mudanças climáticas, além de que, os bambus agarram com tanta força na mochila, que utilizamos a capa pra “amenizar os estragos”.

Mochilas com capas de chuva

 

* Botas:

Todas utilizamos o modelo You Femme da marca Snake.

Em breve faremos um review sobre o desempenho das mochilas e botas na Serra Fina, aguardem 🙂

Mas fica a dica, sobreviveram aos bambus!

Dúvida para escolher uma bota de treeking? Talvez consigamos te ajudar! Veja aqui.

 

* Saco de dormir:

Utilizamos o saco de dormir da marca Deuter, modelo Exosphere -4ºC. Foram estreados na Serra Fina e aprovados com sucesso!

Levamos também um “liner”, o qual você coloca dentro do saco de dormir, como se fosse uma “colcha”. Além de esquentar, o liner evita que “suje” o saco de dormir, o qual não deve ser lavado com frequência, a fim de manter a durabilidade das fibras.

Para os mais claustrofóbicos, esse modelo de saco de dormir possui um certo stretch. Então, você pode se mexer com facilidade dentro dele. Perfeito! O único problema é que o nariz fica gelado. Nessa hora, basta colocar o cachecol de fleece em uma posição estratégica!

Quem quiser levar aqueles travesseiros infláveis é legal também. Ou então, utilize a sua própria mochila como travesseiro.

 

* Bastão de caminhada:

Super importante! Nós levamos o par, pois existe um elevado desnível na travessia, vulgo “sobe e desce constante”. Além de conferir uma maior segurança, os bastões dão um certo “conforto” aos joelhos e são bem levinhos! Basta amarrar à mochila nos pontos em que for preciso utilizar as mãos, como esses aqui de baixo…

Outro função interessante dos bastões é ajudar a abrir caminho no meio dos intermináveis bambus e capim amarelo! Foi fundamental.

 

* Isolante térmico:

Levamos três tipos de isolante térmico. Dois mais comuns, com uma parte metalizada. Um deles, com espessura um pouco maior. Realmente, o aumento da espessura proporciona um maior conforto. Entretanto, não foi tão fácil, ou mesmo prático, carregá-lo na Serra Fina. O isolante fino já foi difícil, imagina o mais grosso! São tantos bambus e capins, tipo um corredor polonês, “proteja o olho e vaza”! É bambu na cara, bambu na mão, bambu na perna, bambu no olho. E dói! E carrega o seu isolante embora sem você perceber. Se alguém achar, era nosso! Ainda bem que o perdemos no ultimo dia de travessia, ufa!

O outro modelo era mais chique – um isolante inflável (marca therm-a-rest). Entretanto, existe o risco dele sofrer avarias e esvaziar durante a noite. Ou seja, quem escolher esse modelo deve considerar essa possibilidade. Mas até que o isolante inflável aguentou bem. Sorte de quem dormiu no fofinho.

 

* Demais itens: 

> ROUPAS – Individual: 03 camisas de manga comprida com proteção UV; 01 blusa segunda pele de manga comprida; 02 calças leggings para trilha; 01 calça segunda pele; 01 calça forrada (mais quentinha); 04 meias; 01 anorak; 01 blusa de fleece; 01 cachecol de fleece, 01 gorro e 02 luvas (uma pro frio e outra para enfrentar os capins e bambus, só esquecemos de utilizar essa segunda, uma pena!);

> APITO – Utilizar apenas em casos de emergência;

> PAPETE – Se por algum motivo a bota molhasse ou então, machucasse o pé/unha, tínhamos uma opção de calçado;

> ÓCULOS DE SOL – Individual;

> LANTERNA: 01 lanterna de cabeça com pilhas extras para cada uma;

> GPS: 01 GPS com pilhas extras e 3 relógios de pulso, com GPS integrado. Levamos um mapa impresso da região, além de uma bússola, caso desse acontecesse alguma pane ou perda de sinal GPS. Baixamos o mapa do Portal EXTREMOS;

> POWER BANKER: 02 carregadores solares e outros 02 “normais”;

> CÂMERAS FOTOGRÁFICAS;

> KIT DE PRIMEIROS SOCORROS: Pinça, Anti-séptico, Resfenol, Termômetro, Anti-histamínico, Analgésico (Dipirona) – 1g, Anti-inflamatório (Ibuprofeno), Relaxante muscular (Torsilax), Cortidoide (pomada), Spray Nasal, Fita para dilatação,  Colírio,  Bandaid,  Fita para curativo,  Buscopam,  Gase,  Simeticona,  Gaviscom,  Álcool 70%, Tesoura com ponta, Antidiarréico (Imosec), Spray para garganta e Vaselina sólida (bolhas);

Medicamentos devem ser utilizados somente sob orientação profissional.

> HIPOCLORITO – 01 unidade;

> SILVER TAPE (03 metros) – Reparos rápidos em barracas, mochila, botas! Faz milagres!

> HIGIENE PESSOAL – COMPARTILHADO – Apenas 01 unidade para todas: Repelente, Protetor Solar,  Desodorante, Pasta de dentes, Pente, Protetor labial, Fio Dental e lenços umedecidos para um pseudo-banho. Mas se preparem, no final da travessia ficará impregnada em você uma sujeira que demora dias pra sair rsrsrs;

> HIGIENE PESSOAL – INDIVIDUAL: Papel higiênico, Protetor diário e  Escova de dentes, só!

> FOGAREIRO e BOTIJA: levamos 02 fogareiros e 03 botijas, mas 02 botijas são suficientes.

> CANIVETE: 02 unidades;

> PANELAS: 02 fundas e 01 rasa;

> PRATOS, TALHERES e CANECAS: 01 prato e 01 caneca para cada, além de uma colher e garfo por pessoa (faca opcional);

> PERFEX: para limpeza em geral;

> ITENS DE CONFORTO (OPCIONAL): travesseiro inflável, lanterna de barraca, calça capa de chuva.

Nos reunimos uma semana antes para “contagem” dos itens. Fizemos esse check list para evitar que levássemos algo em duplicata ou desnecessário. Em seguida dividimos os peso “irmãmente” entre as mochilas

Sentiu falta de algum item? Deixe um recado aqui pra gente!

Thais Tovar

Thais Tovar

Nasceu em 1986 no Espírito Santo e morou 10 anos no coração da Floresta Amazônica. Formada em Ciências Biológicas e trabalha com monitoramento ambiental. Sempre levou uma vida "padrão" e previsível. Porém, em meados de 2013 foi apresentada ao incrível mundo outdoor. Desde então, tem dado pequenos passos envolvendo preparação, aprendizado e determinação, em direção à próxima aventura.
Thais Tovar

25 Comentários

  • Gisele

    Olá meninas.
    Parabéns pela travessia e pelos detalhes das dicas.
    Adorei! Ainda estou começando nesta vida de trekking e esta da Serra Fina é mto avançada para mim no momento, mas no futuro será factível.
    Sou de Resende/RJ e o Parque Nacional do Itatiaia é meu quintal praticamente, rs. Estou começando por ele, minha primeira travessia será a Travessia de Serra Negra (33 km) e vou seguir as dicas de vcs de alimentação, principalmente.
    Abraço e parabéns!

    • Ei Gisele! Que bacana hein, você mora em um lugar privilegiado rsrs! PARNA Itatiaia é realmente incrível :)) que bom que gostou das dicas! Conta pra gente depois como foi a Serra Negra! Muito feliz em saber desse seu gás pra explorar essa vida outdoor! Ainda nos encontraremos em alguma trilha! Grande beijos 😉

  • EDUARDO CAMPAGNA NICHNIG

    OLÁ MENINAS. EXCELENTE RELATO HEIN!!! SOMOS DE SANTA MARIA – RS E ESTAMOS INDO FAZER A SERRA FINA SEMANA QUE VEM, COMEÇANDO DIA 28/07. GOSTEI MUITO DAS DICAS. REALMENTE VOCÊS FORAM ORGANIZADAS. MAIS UMA AJUDA BOA PARA NOSSA PREPARAÇÃO E ORGANIZAÇÃO. BOAS TRILHAS. ABRAÇOS.

    • Que bom que gostou, Eduardo!
      Nosso intuito é ajudar mesmo pra que a experiência seja só alegria! =)
      Boa travessia pra vocês. Na volta nos contem como foi!

      Abração!

      • EDUARDO CAMPAGNA NICHNIG

        Olá Ana. Eu acredito que vocês tenham acertado em todos os detalhes. Realmente não é nada fácil, mas nada impossível também. O mais importante que eu achei foi cuidar do peso da mochila (nada em excesso) e controlar muito bem a água. Chegamos a ficar alguns minutos sem! É complicado nesse caso. Fora isso, a travessia foi muito boa mesmo. Conhecemos várias pessoas legais no caminho e nos acampamentos, inclusive o pessoal que estava com o Cauê, um piá de 10 anos e do qual existe um projeto bem legal (10 anos, 10 cumes). E para fechar, um pernoite na pousada do Guto guia com jantar feito no fogão a lenha. Valeu muito fazer essa aventura. Recomendo mesmo. Abraços e mandem notícias das próximas!

  • Quero desafiar essas meninas a fazer a Travessia dos Pireneus em Pirenópolis – Goiás
    Detalhes no www,savanah.tur.br.

    Convite feito.

    Ats.

  • Daniela Sousa

    Obrigada garotas por compartilhar conosco essas informações.
    Estou indo no reveillon para Serra Fina e o check list de vocês vai ajudar bastante.
    Abraços,
    Daniela

  • Walter Villafranca Wingeter

    Show de blog. Tiro meu chapéu pra vocês meninas. Adoro natureza desde meus 9 anos de idade. Para mim vocês são TOP. Nada equivale a estar junto a essa natureza que DEUS nos deu de presente e que poucos sabem e querem desfrutar. Forte abraço

  • Olá! Matéria show! Qual a luva que vocês levaram para proteger as mãos dos bambus?

  • Mariléa

    Uauuuu, adorei as dicas. Sou do Rio e este ano comecei a fazer trilha com uma amiga, que já é mais experiente, e estou achando o máximo. Fui à Pedra Bonita, no Rio. E logo depois, fui à Pedra do Sino, em Teresópolis. O visual é realmente encantador. Próxima parada, de muitas outras que pretendemos ir, será na Pedra da Gávea, à noite, para ver o nascer do sol. Esse contato com a natureza é maravilhoso!!!!

    • Oi, Mariléia! Já começou por lugares incríveis, hein! Eu amo a Pedra do Sino e minha vontade é voltar lá todos os anos. E do nascer do sol eu nem tenho o que falar… é o momento mais mágico nas montanhas. ‘Lindimais’!

      Um beijo e obrigada por nos acompanhar. =]

  • Carlão

    Cara que relatos , muito legal . Estou começando no trekking agora , já fiz monte Roraima esse será o próximo . Bjs a todas….. Valeu

  • Rodrigo Alonso

    Valeu demais pelo post meninas, passei aqui só pra ver se não estou esquecendo nada haha, vou la estrear essa travessia esse fds =)

    Beijoos =P

  • Meninas, li o relato… Vcs são fodonas!!!

    Voltei ontem do Pico Caratuva (TODA DOLORIDA), mas terminei o relato querendo fazer outro trekking… Hahaha!

    Vcs nos inspiram… Continuem compartilhando esse conteúdo rico em detalhes, pq pra gente ajuda demais… E o português da redatora tb é nota DEZZZZZ! #cozalinda

    Bjus no coração

  • Victor Antonio vieira

    Faço montanha a mais de 40 anos (estou com 62), e só agora tenho tempo disponível para fazer a Travessia Petrópolis-Teresópolis. Consultei o link de voces para analisar o aspecto de itens a levar em trechos mais longos e envio meus parabéns a todas pela organização e parceria nessa travessia relatada.

    • Thaís Tovar

      Que bacana, Vitor! Petrô Terê é realmente lindo! Foi a primeira travessia que fizemos juntas! Depois conta pra gente como foi! Muito obrigada pelos elogios 🙂

  • Giovani Oliveira Vera

    Estou pensando em subir a pedra da mina, no fim desse mês. dei uma boa pesquisada, e acredito que será tranquilo! minha intenção, é subir pelo paiolinho – fazenda serra fina. pois, pelo que me informei, é o caminho mais fácil!! porém, estarei sozinho e não possuo grande experiência com trilhas em serras! essas dicas da água, foram valiosíssimas para mim, já li também, relato de uma pessoa que precisou voltar, por falta d’água, desidratação, etc.. vou levar roupas adequadas, lanterna, barraca, saco de dormir, uma comida adequada e mais algo que julgar necessário. se puderem me dar mais informações, sobre as dificuldades de subir a pedra da mina, seria útil. grato pelas informações de grande importância desse site! 🙂

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