Travessia da Serra Fina: Preparação física, logística e hospedagem

A travessia da Serra Fina é considerada por muitos a mais difícil do Brasil, outros acham essa fama um exagero. Mas, como era nossa primeira vez, resolvemos não subestimar os avisos e nos preparamos bem psicologicamente, fisicamente e em relação aos equipamentos.

 

Preparação física

Logo que foi escolhido o destino do nosso projeto, a Ana informou para seu treinador Vinícius Moysés, da Treine Certo e ele, como um bom amante e conhecedor da montanha, já tratou de mandar um treino personalizado, orientando: “Passe para todas que vão com você na travessia”.

Todas já praticamos regularmente alguma atividade física, como musculação, corrida e escalada e, a partir de então, passamos a focar na musculação e na corrida durante a semana, como foi orientado pelo Vinícius.

Pegamos pesado no treino de pernas e core na academia. A corrida não era uma simples corridinha no calçadão de Camburi (orla da praia aqui em Vitória) – tínhamos que correr na areia fofa da praia, com mochila pesada (todo mundo olhava intrigado a gente correndo de mochila na praia hahaha).

Nos fins de semana fazíamos alguma trilha de dificuldade moderada aqui por perto e, quando possível, escalada. Travessia no Mestre Álvaro com mochila, Pedra dos Olhos, Moxuara ou qualquer outra que desse pra ir. Mas o morro Moxuara foi o mais frequentado por nós, pois a subida não é moleza e tem alguns trechos de escalaminhada e paredões de rocha que dão uma ideia do que passaríamos na Serra Fina.

Foi sofrido, doloroso, mas graças aos treinos, não sentimos NADA na travessia. Sentimos cansaço no final de cada dia, mas não tivemos dores musculares, nem mesmo ao final dos quatro dias. Treinem gente, porque não é brinquedo não! #ficaadica

Treino na praia

Organizando a logística

Como moramos em Vitória – ES, começamos logo a pensar em como seria a logística. Ir de carro até Passa Quatro (P4)? Avião para o Rio, Belo Horizonte ou São Paulo? Ir de carro até P4 foi descartado logo de início, pois seria muito cansativo. Só seria possível se tivéssemos mais dias disponíveis, mas como todas trabalham, não podemos ficar tanto tempo fora. Decidimos ir de avião. Começamos a saga das passagens e o Rio foi o vencedor, porque é pertinho daqui e os voos são mais baratos.

Depois de algumas pesquisas, aceitamos a sugestão da Gisely e do Rafa de iniciar a travessia um dia antes do feriado, pra evitar o tumulto típico das montanhas nos feriados nacionais. De quebra, conseguiríamos preços melhores nas passagens. Resolvemos alugar um carro no Rio, porque não havia ônibus no horário em que nosso voo chegaria. Como estávamos em cinco, sairia mais barato alugar o carro, além de não ficarmos limitadas com os horários.

Então, saímos no dia 24/05 (terça-feira), às 20h30, num voo de Vitória (ES) para o Galeão, Rio de Janeiro. Assim, evitaríamos o trânsito no Rio, seguindo pela Dutra em direção a P4. Foram 3h30 de viagem tranquila, chegando de madrugada com os donos da pousada preocupados, esperando por nós.

Voo para o Rio

Resgate

Uma amiga indicou um guia da região para fazer nosso resgate. Então, contratamos o Vinícius Rodrigues para nos levar à Toca do Lobo e nos buscar no Sítio do Pierre, no final da travessia. A maior parte da estrada até a Toca do Lobo é bem ruim, só arrisque se você tiver um carro 4×4 ou mais bruto. Como não era o nosso caso, deixamos o carro na pousada e fomos de Kombi com o Vinícius.

Contato:
Vinícius Rodrigues
(35) 9122-0061
(35) 99700-7001

Hospedagem

Tivemos um pouco de dificuldade em achar um local pra ficarmos devido ao feriado, mesmo chegando um dia antes. Pedimos ajuda ao nosso resgate e ele indicou uma pousada recém inaugurada, que ainda não tinha nome quando chegamos, mas tratamos de ajudar a escolher e a dona, Elaine, a batizou de ‘Pousada do Quilombo’. Ela fica na estrada de acesso à Toca do Lobo, início da travessia.

Pousada do Quilombo

A pousada é uma gracinha e ainda está em fase de finalização, mas nada que atrapalhe o conforto. Os donos foram maravilhosos, nos aguardaram pacientemente na madrugada que chegamos e ainda prepararam um café quentinho pra aquecer o frio.

Contato:
Pousada do Quilombo
Estrada do Clube de Campo, Bairro Quilombo – Passa Quatro, MG
(12) 98255-6890 Elaine

Galeria

Stephanie Vidigal

Stephanie Vidigal

Stephanie Vidigal tem 32 anos, é geógrafa e capixaba. A paixão pela natureza vem desde criança e desde que começou os esportes de aventura já experimentou rapel, cascading, rafting, paraquedas, paragliding, trekking e hiking. Sua paixão maior é pelo trekking, mas ela também pratica com frequência corrida e escalada em rocha.
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